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Thu, 09 Dec 2021
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Campeonato Open Velocidade
 
 
Entrevista com António Gonçalves

Campeão da classe Promocup 600 no seu ano de estreia nestas andanças da velocidade, António Gonçalves, o “Tocas” no meio do COV, cumpriu na íntegra os objectivos a que se propôs no início da época.

Apesar dos seus tenros 17 anos e da lesão que ameaçou comprometer a sua participação no COV na época de 2008, muniu-se de uma vontade de ferro e da experiência transmitida pelo seu pai, Augusto Gonçalves, para se sagrar campeão da sua classe… a uma prova do final da época.

TudoSobreRodas: Que balanço fazes deste campeonato?
António Gonçalves: Este campeonato correu de uma forma um bocadinho invulgar e difícil. Tive uma lesão fora da pista logo no início da época, o que me levou a falhar a primeira corrida. Esta dificuldade inicial também me motivou a lutar ainda mais. O braço melhorou bastante.
O meu campeonato só começou portanto na segunda prova, logo com um 3º lugar, que acabou por ser um 2º devido a uma desclassificação. Depois foram consecutivamente pódios até ao fim e fiz as minhas 3 últimas corridas em primeiro. Portanto acho que o campeonato correu todo muito bem, tive a hipótese de treinar em vários circuitos, dentro e fora do país. A minha evolução foi satisfatória.
TSR: Em simultâneo participaste também na classe de StockSport 600. Foi um bom treino?
AG: A StockSport foi um bom treino. A Promocup vai acabar e portanto a participação este ano na StockSport foi uma boa preparação para a próxima época.
TSR: Quais são os objectivos para a próxima época?
AG: Ainda não posso responder a essa pergunta, porque ainda está tudo em aberto. Não sei se vou continuar com a mesma mota, quem vai correr... está tudo em aberto, por isso ainda não sei responder a essa pergunta.
TSR: Vais continuar com a Suzuki?
AG: Sim, em principio sim.
TSR: Começaste a competir em velocidade apenas com 16 anos e conseguiste ser campeão logo no teu primeio ano. Foi fácil a adaptação?
AG: Eu comecei a competir aos 16 anos, mas andei de moto desde muito novo. Não esperava um campeonato fácil. Consegui ser melhor em alguns pontos.
TSR: A experiência que o teu pai te transmitiu foi uma boa escola?

AG: Sem a ajuda do meu pai não seria possível. A experiência do meu pai foi sem dúvida muito importante para mim. Os ensinamentos que o meu pai me transmitiu só alcançaria com alguns anos de experiência em competição. É fundamental ter alguém que nos apoie!
TSR: Como é que te preparaste neste campeonato, em termos de treino?
AG: Este ano tive uma vida desportiva muito ocupada. Quase todos os fins-de-semana andei de moto. Fiz jogging, mas não passei muito daí. Tenho algum receio de fazer ginásio, por causa do peso. Alguns pilotos que fazem ginásio começam a ficar demasiado pesados. Treino resistência, fiz fisioterapia nos braços, resistência cardiovascular e faço também bicicleta, que acho que é fundamental.
TSR: Como é que viste o campeonato ao nível dos pilotos?
AG: A Promocup este ano julgo que foi bastante competitiva. Os pódios foram variando ao longo do campeonato. Acho que houve muita competitividade e isso é muito bom para o campeonato.
TSR: Huelva foi novidade este ano, já que todos imaginavam que a prova espanhola fosse em Jerez. Como é que te correu a prova de Huelva?
AG: Fiz os treinos de 6ª feira e adaptei-me muito bem à pista que é bastante técnica. Sábado e Domingo choveu, algo para o que eu já estava preparado. Eu já tinha feito treinos à chuva em Jerez e Jarama e esses treinos deram-me alguma vantagem em termos de experiência. Tudo correu bem.
TSR: Qual foi o teu momento de ouro deste campeonato?
AG: O momento de ouro para mim foi ter conseguido ganhar a corrida do Estoril, fazendo a corrida toda atrás do Eusébio e, na última volta, na última hipótese que tinha, consegui passar. Consegui ser mais forte que o Eusébio no último momento. Talvez tenha sido um vacilo dele, talvez não estivesse à espera, porque, analisando bem, ele podia ter ganho a corrida seguramente. Ao conseguir ganhar a corrida, nessas condições, fiquei muito contente. Foi um momento de ouro, sem dúvida!
TSR: Como é a vida de um piloto-estudante?
AG: A minha vida é estudar e conduzir, por isso tenho de fazer a melhor gestão. Até acabar o secundário, penso que não haverá problemas com os estudos. Posteriormente quando passar para a universidade, que é meu objectivo, se calhar vai complicar-se mais um pouco... mas isso depois se verá.
TSR: Que mensagem gostarias de deixar para os amantes das duas rodas?
AG: Uma mensagem que gostava de deixar era para os amantes das duas rodas mais novos que eu. Acho que Portugal precisa de pilotos mais novos que eu a andar. Nos últimos anos tem-se assistido a pilotos cada vez mais jovens nos campeonatos e que estão a evoluir no motociclismo português e a passar essa mensagem para o estrangeiro. Mesmo para as pessoas com mais idade, dir-lhes-ia que participem na Promocup. Quanto mais pessoas estiverem a interagir no campeonato, melhores condições se poderão promover para todos.
TSR: Há alguma coisa a acrescentar?
AG: Sim, gostaria de agradecer aos meus patrocinadores, que acrediaram em mim e no meu projecto. O meu muito obrigado à Fuchs, Silkolene, Bitubo, Gillestooling, Suzuki, Devil, Salgados Moto, Motoni, Hel, Gordinni, Milfa e Crazy Bike.
Gostaria também de agradecer a todos os meios de comunicação social que, com o seu trabalho, tem vindo a ajudar a desenvolver o desporto de velocidade em motociclismo em Portugal. Muito Obrigado a todos!
TSR, 2008-10-16
 
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